Na catequese de hoje o Papa Francisco condunziu sua reflexão acerca da oração que abre os corações à Santíssima Trindade. Leia o resumo da catequese.

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A oração abre os nossos corações à Santíssima Trindade, àquele mar imenso que é Deus amor: um amor que se dilatou até chegar à nossa praia humana. Somos o recetáculo dum amor sem igual sobre a terra. E quem nos abriu o Céu e introduziu na relação com Deus, foi Jesus. Graças à sua humanidade, tornou-se manifesta e acessível aos homens a própria vida da Trindade. Vendo-O rezar a seu Pai, os discípulos pediram-Lhe: “Senhor, ensina-nos a rezar”. É que não sabíamos sequer como rezar, ou seja, quais palavras, sentimentos e atitudes nossas poderiam ser apropriadas para Deus. O reconhecimento mais comovente desta pobreza da nossa oração encontra-se nos lábios daquele centurião romano que suplicou a Jesus a cura do servo gravemente doente. Não sendo judeu, antes fazendo parte do odiado exército de ocupação, o centurião sentia-se totalmente indigno de apresentar o pedido, mas a preocupação pelo servo fê-lo ousar: “Senhor, eu não sou digno de que entres debaixo do meu teto; mas diz uma só palavra e o meu servo será curado” (Mt 8, 8). Fazemos idêntica oração em cada Eucaristia. Dialogar com Deus é uma graça: nós não somos dignos, não temos qualquer direito para o reivindicar… Jesus é uma porta que se nos abre! Com o exemplo da sua vida, Jesus fez-nos intuir um pouco do mistério da Trindade divina que é a origem e a alegria de todo o universo, convidou-nos a entrar naquele abismo de benevolência entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Verdadeiramente não podíamos esperar vocação mais alta: a humanidade de Jesus pôs à nossa disposição a vida da Santíssima Trindade.

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Fonte: Vaticano