Hoje, em sua Catequese o Papa Francisco meditou sobre a dignidade humana e seu caráter relacional. O Santo Padre também orientou que pela graça da fé possamos nos deixar curar e converter da cultura do individualismo, seja de modo pessoal ou coletivo. Leia o resumo da catequese.

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altEmpenhados a contrastar este vírus que atinge indiscriminadamente a todos, não esqueçamos o apelo incessante da fé para nos deixarmos também curar e converter do nosso individualismo, pessoal e coletivo. Na verdade, o Covid-19 não é o único mal que temos de combater; esta pandemia colocou em evidência patologias sociais mais amplas. Uma delas é a visão distorcida da pessoa, uma visão que ignora a sua dignidade e o seu caráter relacional, fomentando uma cultura individualista e agressiva de descarte que transforma o ser humano num bem de consumo. Ora, iluminados pela fé, sabemos que Deus olha de outro modo para o homem e para a mulher: como ouvimos na leitura inicial, Ele criou-nos, não como objetos, mas como pessoas amadas e capazes de amar, à sua imagem e semelhança. Revestiu-nos assim duma dignidade incomparável, convidando-nos a viver em comunhão com Ele, com as nossas irmãs e irmãos, no respeito por toda a criação. Com efeito, ver a criação inteira como um dom recebido do Pai e contemplar o próximo, não como um estranho, mas como um irmão gera sentimentos de compaixão, empatia e respeito. A dignidade humana é inalienável, porque foi criada à imagem de Deus; está na base de toda a vida social e determina os seus princípios e normas de ação. Oxalá o Senhor nos restitua a vista para descobrirmos o que significa ser membro da família humana e que este olhar se traduza em ações concretas de solicitude e respeito por toda a pessoa e de cuidado e defesa da nossa casa comum.

 

Leia a catequese na íntegra clicando aqui.

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Fonte: Vaticano