Enquanto Francisco nos falava, no Circo Máximo, naquele solo encharcado pelo sangue de tantos mártires, nossos corações esquentavam, como os dos discípulos de Emaús. Naquele lugar repleto de cristãos do mundo todo, vendo o cumprimento da promessa que o “sangue dos mártires derramado é sementeira de cristãos”. Ali, a voz do Papa ecoa nos corações de cada carismático(a), em cada Grupo de Oração, em cada uma das Novas Comunidades de Vida com o novo chamado de sempre. Se descortinava diante de nós um novo tempo para a Renovação Carismática Católica.
 
Chamados a redescobrir nossa missão no mundo: Testemunhar com nossas vidas, num anúncio corajoso, eficaz, coerente e fiel, a Boa Nova. Anunciar como naquele dia em Pentecostes, temos um Senhor, o Cristo de Deus, Jesus! “Que toda a casa de Israel saiba, portanto, com a maior certeza de que este Jesus, que vós crucificastes, Deus o constituiu Senhor e Cristo (At 2, 36)”.
 
Não um anúncio qualquer, mas testemunho de vida coerente, fruto do Batismo no Espírito Santo! Nos lembra o Santo Padre: “A vinda do Espírito Santo transforma homens fechados por causa do medo em testemunhas corajosas de Jesus” (Papa Francisco, 03/06/17, Circo Máximo). O Batismo no Espírito Santo leva a testemunhar o Amor. O Amor que pregamos na cruz, o Amor Ressuscitado, o Amor na Eucaristia, o Amor no outro! Testemunhar na família, lugar privilegiado de encontro e de perdão, nas universidades, nas escolas, na internet e nas mídias sociais. Testemunho que torna presente e atualiza no mundo o Mistério Pascal. Testemunho do Amor, que como São Francisco de Assis dizia, “O Amor que não é amado”.
 
Amar o Amor. Entoando um perene cântico de louvor, júbilo e adoração, junto com aquele que os anjos, em Belém, cantaram a todos os homens e mulheres da terra: “Glória a Deus no mais alto Céu e paz na terra aos homens por Ele amados”. Paz que é fruto do Amor. Incomodados e questionados pelo Espírito que nos impulsiona a ir de encontro ao outro e ser um com outro. O Amor que é comunhão, comunhão que celebra o encontro de irmãos que foram separados pelo tempo, na história. Que encontro! Somos capazes de louvar juntos. Somos um! “Há diferenças, mas o Espírito faz-nos entender a mensagem da ressurreição de Jesus na nossa própria língua”, conforme diz o Pontífice. Somos um! Unidos em um só Coração, confessamos em todas as línguas, de todos os modos, para que o mundo inteiro possa ouvir: Jesus é o Senhor!
 
Esta é a Boa Nova que o mundo precisa ouvir. O Senhor que nos atrai e nos faz testemunhar. Que possamos, com a verdade de nosso testemunho, ver, ainda nos nossos dias, o que nos é anunciado em Atos dos Apóstolos: “Todos os fiéis viviam unidos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e os seus bens, e dividiam-nos por todos, segundo a necessidade de cada um. Vendiam: ajudavam os pobres. Havia alguns espertos — pensemos em Ananias e Safira, há sempre — mas todos os crentes, a maioria, ajudavam-se uns aos outros. Unidos de coração frequentavam todos os dias o templo. Partiam o pão nas casas e tomavam a comida com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e cativando a simpatia de todo o povo. E o Senhor cada dia lhes ajuntava outros que estavam a caminho da salvação” (2, 44-47).
 
 
 
Maristella Oliveira Teixeira
Grupo de Oração Fruto da Graça – Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro
Coordenadora Estadual do Ministério de Formação do Rio de Janeiro
 
 
 
Confira o discurso completo do Papa Francisco aos carismáticos do mundo inteiro no Circo Máximo (Roma) clicando aqui.