No dia 24 de junho fazemos memória a São João Batista, o precursor de Jesus. Assim como Jesus e a Virgem Maria, comemoramos o dia de seu nascimento, logo se percebe a grandeza deste santo.

São João Batista é uma alma consagrada a Deus desde o ventro materno, veio para cumprir as promessas do Senhor aos seus pais, com uma missão específica: “E tu, menino, serás chamado profeta do Altissimo, porque precederás o Senhor e lhe prepararás o caminho”(Lc 1,76). João Batista foi chamado a ser profeta do Altíssimo, foi chamado a pregar o batismo de conversão, a renunciar tudo para viver a missão que lhe foi confiada desde toda a eternidade, a santidade.

Filho de Izabel e Zacarias, pessoas simples, piedosas, apegadas em tudo a lei do Senhor, recebem de Deus a graça de uma posteridade, até então impedida pela esterilidade de Izabel e idade avançada de ambos. Nesse ponto se vê a manifestação da misericórdia de Deus com aqueles que perseveram no cumprimento da Sua palavra, além de Deus sempre manifestar-se onde menos esperamos, na vida daqueles que acreditamos não fazer nenhuma diferença para a sociedade, é aí que a graça de Deus é abundante.

São João Batista é santo desde o ventre de sua mãe. É o último profeta do Antigo Testamento e um dos primeiros discípulos de Jesus. João é chamado a anunciar a chegada do Messias, ele nos convida a uma conversão sincera, a refrear as nossas paixões, a morrer para o pecado e, em Jesus, nascermos para a vida.

Ainda jovem, João Batista foi morar no deserto e ali se preparou com jejuns, penitências e oração para a chegada do Messias. Desta forma, nós devemos fazer para que possamos viver, ainda aqui nesta terra, com o Messias.  Com o jejum e oração, permitimos que o Messias venha saciar a fome mais profunda que vivemos no nosso íntimo: a fome e a sede de Deus.

Deserto é lugar privilegiado para aqueles que Cristo chama a intimidade. Lugar propício para a renúncia, o aprendizado, o crescimento, o amor. O desejo que arde no coração de João é de alargar o seu ser para receber as altas comunicações do Senhor! É no deserto que devemos buscar a purificação das nossas paixões, refrear a nossa imaginação e desejar viver um amor esponsal, amor submisso, amor absoluto e fazer de nossa vida um perfeito cântico de louvor ao Senhor.

João foi como Jesus “sinal de contradição”, pregava contra a hipocrisia e a imoralidade, por isso, pagou com o martírio o rigor moral que ele não só pregava, sem ceder, diante da ameaça de morte de Herodes Antipas.  A sua palavra de fogo parece na verdade com o “espírito de Elias”, que enfrenta as centenas de falsos profetas de Baal, sem medo, na fé. Sua figura vai desaparecendo à medida que vai surgindo “o mais forte”: Jesus. “É preciso que ele cresça e eu desapareça” (Jo 3,30). Um verdadeiro discípulo de Jesus.

João não teve medo de pregar contra os pecados de sua época, assim como nós também não devemos ter medo de pregar e viver a justiça. Recebemos do céu a mesma graça que João Batista, a plenitude do Espírito Santo, a certeza de nossa missão, que é viver o chamado a santidade e a evangelização destemida, mesmo que sejamos presos e decapitados como João Batista. Devemos viver o destemor concedido pelo Espírito Santo!

Que a exemplo de São João Batista vivamos uma vida de amor autêntico a Cristo e a Sua santa Igreja.

São João Batista, rogai por nós!

 

Juliana Castro

Grupo de Oração Convive

Arquidiocese de Goiânia (GO)