“Unidade na diversidade”. Essa foi a linha que conduziu a primeira pregação de hoje (30), ministrada pelo fundador e moderador geral da Comunidade Católica Shalom, Moysés Azevedo. Na manhã do terceiro dia da Festa do Jubileu de Ouro, ele convidou os participantes a saírem em missão, segundo pedido pelo papa Francisco, valorizando a diversidade do Movimento como fonte de fortalecimento.

Com base em Atos dos Apóstolos 4, 32, o pregador refletiu a Renovação como “grande fruto do derramamento do Espírito Santo” e pontuou que a unidade faz a Renovação ser o que é. No entanto, essa Corrente de Graça não é homogênea, mas composta por várias realidades. Além disso, é um sopro renovador do Espírito que se estende a todos os membros da Igreja, bem como um cair do Paráclito sobre a humanidade, inspirada pelo coração de Deus.

O ministrante, ainda, citou quatro elementos que compõem Movimento. O primeiro, batismo no Espírito, é marcado pela transformação de vida, característica fundamental dessa experiência. Dito isso, ele partilhou brevemente a própria história de experimentação.

Como segundo elemento destacou: “Jesus é o Senhor”. Quem experimenta Jesus, não vive mais para si mesmo. Pelo contrário, se deixa guiar completamente por Deus. “O novo nome da morte é viver para si mesmo. O novo nome da vida plena é viver para o Senhor”, citou padre Raniero Cantalamessa.

No terceiro elemento, se apoiou em Atos dos Apóstolos 2, 42 para advertir sobre a necessidade de dividir a experiência do derramamento do Santo Espírito com os que ainda não conhecem essa graça. Em menção à fala de Patti Gallagher Mansfield de ontem (29), reforçou que os irmãos carismáticos não devem se sentir superiores por terem experimentado esse dom. “Eu recebi de graça, de graça devo dar”, proclamou.

Como último elemento, justificou a importância da existência de tantas realidades carismáticas: “Para a missão! Para a evangelização deste mundo!”. O coordenador destacou que o Movimento é chamado a ser um grande grupo missionário, parte da Igreja em saída, que se coloca a serviço da humanidade. “Perdendo a nossa vida, para derramá-la em abundância para uma humanidade ferida, que estende a mão para nós”.

 

“Que eles sejam um, para que o mundo creia que Tu me enviaste”

Moysés colocou a unidade como ferramenta principal para cumprir a missão recebida, valorizando a diversidade de carismas como meio de força do Movimento.

Em citação ao papa Francisco, disse: “O Espírito Santo é o Espírito de unidade, que não significa uniformidade, mas a recondução do todo à harmonia”. Usando o mesmo exemplo do pontífice, como uma orquestra, na qual cada instrumento, com o seu tom e sua melodia, geram a harmonia. Harmonia essa, que somente o Espírito é capaz de conceder, mesmo em meio às diferentes identidades.

Ainda se estruturando no sucessor de Pedro, apontou a unidade não como um círculo, no qual os raios têm a mesma medida até o ponto central, mas como um poliedro, com diversas faces, porém que refletem a fonte comum. “Esta é a unidade que nós, Renovação Carismática Católica, devemos testemunhar”.  Ao ler João 17:21 confirmou que esse testemunho promove a conversão do próximo.

O pregador orientou que o caminho para a unidade é não construir uma Babilônia, mas uma Cidade de Deus. “Os dons e carismas que Tu me deste, não são para a minha glória”.

Ao finalizar o testemunho, deixou três observações: “Renovação Carismática Católica, lembremos da primazia do louvor, da oração e da escuta”, foi a primeira. A segunda foi um pedido de valorização dos jovens, fonte de força e vida para a missão do Movimento. A terceira, atenção aos pobres espirituais, morais e materiais.

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